terça-feira, 10 de julho de 2018

(PA)REDE SOCIAL

Cena do filme "Anomalisa" de Charlie Kaufman

Eu vejo sua foto
em um lugar lindo,
sorrindo.
Eu quase sinto o calor do seu
momento.
Quase lamento
por estar tão longe,
tão inexistente a sua existência.
Quase caio no abismo virtual
que crio toda vez que te vejo
nos filtros de "felicidade"
do Instagram.

A inveja
por nunca ter conhecido 
o lugar da foto,
muito menos
por não compartilhar 
fisicamente 
aquele breve instante,
causa-me 
àquela velha sensação
de (im)possibilidade,
como se a minha vida real
fosse tão diminuta
perto da grandeza
das ilusões dela.

Por Vitor Costa

3 comentários:

  1. me fez refletir sobre essas camadas do que somos, vivemos e sentimos.

    fica bem
    xoxo

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    1. Saudades de você, meu caro!

      Muito obrigado pelo comentário e fico feliz que o poema tenha te despertado essa reflexão.

      Grande Abraço!

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  2. A fantástico, genial. Bela sacada. Nos envolvemos tanto na virtualidade que passamos a "viver" de fato, frustrante!!! E esse filme da musica assisti, se refere a algo parecido. Bravo, menino prodígio, versa til que só.

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